anatomia & técnicas restauradoras diretas
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Taimara Bertuzzi
Cirurgiã-dentista formada pela UNIOESTE (2012-2017)
Especialista em Dentítisca pela Zênith (2019- 2020)
Mestranda em Dentística SLM (2023-2024)
Especializanda Implantodontia (2023-2025)
Índice
CONCEITOS INICIAIS:
CADA COISA EM SEU LUGAR
como os movimentos da mandíbula influenciam na anatomia dos dentes posteriores
anatomia dos dentes posteriores
passo a passo para uma escultura funcional e estética
técnica horizontal
vantagens, desvantagens e indicações
Técnica incremental
vantagens, desvantagens e indicações
técnica bulk fill
vantagens, desvantagens e indicações
Contatos oclusais
entenda como os dentes devem engrenar
CONCEITOS INICIAIS:
o que os movimentos da mandíbula tem a ver com a anatomia dos dentes posteiores



SULCOS PRINCIPAIS - existem para liberar os movimentos de protrusiva.
SULCOS DE TRABALHO - existem para liberar os contatos do movimento de lateralidade em trabalho.
SULCOS SECUNDÁRIOS - pequenos escapes para liberar os movimentos de lateroprotrusiva.
1 pré molar superior

Em relação ao segundo, apresenta um formato mais triangular;
Cúspide vestibular mais alta e mais volumosa que a palatina;
Centro de escultura: dois terços do dente estão para vestibular e um terço para palatino.
2 pré molar superior

Em relação ao primeiro, apresenta um formato mais ovalado
entro de escultura: dois terços do dente estão para vestibular e um terço para palatino;
Presença de sulcos secundários evidentes na cúspide vestibular.
1 molar superior
Forma de paralelogramo, sendo a cúspide mesiovestibular levemente mesial e vestibular.
Centro da escultura mais para mesial e vestibular.
Ponte de esmalte que vai da cúspide mesiopalatina até a distovestibular.

2 molar superior

Semelhante ao primeiro molar, mas com a cúspide distopalatina reduzida ou inexistente.
Mesa oclusal apresenta o desenho de um coração.
O centro da escultura é no centro do coração.
1 molar inferior

Possui o desenho de um pentagono, com a cúspide média mais longa em direção vestibular e
oclusal;
Centro de escultura: Dividindo o dente em duas partes, de mesial para
distal, o centro de escultura encontra-se no meio;
Dividindo-se o dente em três partes de vestibular
para lingual, duas partes estão para vestibular e
uma parte está para lingual, ou seja, o centro de es-
cultura está levemente para lingual.
2 molar inferior

Formato quadrangular;
Cúspide mesiovestibular levemente placa ou com desgaste devido ao contato com os superiores.
Centro de escultura levemente lingualizado (2/3 para vestibular e 1/3 para lingual.
Sulco assemelha-se a uma cruz. mas o sulco vestibular não encontra o sulco lingual.
1 pré molar inferior

Dente com duas cúspides separadas por uma ponte transversa.
Formato de diamante.
Cúspide vestibular mais alta e mais volumosa do que a lingual.
2 pré molar inferior

Dente com 3 cúspides, com formato mais quadrangular.
Duas mesas oclusais separadas.
Sulco com formato de "Y" ligados pelo sulco principal.
técnicas restauradoras

1. Técnica
incremental

maior controle da estética e posicionamento das cúspides.
maior formação de bolhas entre as camadas e maior stress de contração.
2. Técnica horizontal
O assentamento horizontal de resina composta é uma técnica de fácil utilização, que permite o assentamento do material em incrementos horizontais de espessura regular e controlada, não devendo exceder 2mm de profundidade.

excelente adaptação do material na cavidade; sensibilidade técnica reduzida;
errar na espessura da camada e aumentar o fator -C.

Fator -C é o stress de contração inerente do material (resina composta) e é diretamente influenciado pela área de paredes em que essa resina está aderida. Quanto maior a área, maior fator-C.
3.Técnica bulk fill
São resinas que aceitam incrementos de até 4mm, com segurança. Podem ser resinas de consistência convencional ou fluídas. Por isso, há basicamente 2 maneiras de usar a Técnica Bulk Fill:



Técnica mais rápida e fácil, menor incorporação de bolhas e menor stress de contração se feita da maneira correta.
Incrementos muito grandes (acimda de 4mm) podem ficar mal adaptados na parede pulpar e ter o fator-c afetado pelo exagero do incremento; Acinzentamento da restauração já que esse tipo de resina é mais translúcido para que a luz do fotopolimerizador possa chegar em espessuras maiores; deficiência na conversão de monômeros em polímeros em incrementos muito grandes, que afeta diretamente as propriedades mecânicas do material.

e os contatos oclusais?

Dentes posteriores foram feitos para receber cargas axiais.

Cúspides de trabalho/contenção:
superiores - palatina
inferiores - vestibular

Cúspides de balanceio/não-contenção:
superiores - vestibular
inferiores - lingual

Para o equilíbrio oclusal, deve-se buscar distribuição dos contatos pelos pontos inclinados dos dentes, em direções opostas, de forma que se anulem mutuamente.
Dentes superiores
Dentes inferiores


Contato A
Vertente triturante da cúspide de não -contenção do dente superior (vestibular) com a vertente lisa da cúspide de contenção do dente inferior (vestibular).

Contato B
Vertente triturante da cúspide de contenção do dente superior (palatina) com a vertente triturante de contenção do dente inferior (vestibular).

Contato C
Vertente lisa da cúspide de contenção do dente superior (palatina) com a vertent triturante da cúspide de não-contenção do dente inferior (lingual).


Padrão ideal de contatos:
TRIPOIDISMO

taimarabertuzzi